sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

Comunicado !

A 'Batata' - diminutivo carinhoso que os autores preguiçosos adoptaram desde o primeiro instante - precisa de expansão, precisa de uma nova voz ! Tendo isso em vista - porque a batata necessita de uma maior afluência para continuar a crescer em quantidade e em qualidade - tomamos medidas.
Renegai as Matutanos e as Lay's industrializadas! Deixai vir a nós os bons leitores !

A nossa ideia, por muito simples e banal que possa parecer à primeira vista a um desatento leitor, é na verdade dinamizadora e inovadora...
Entrevistas. Sim, leram bem, mas terão percebido mal: não serão entrevistas banais,serão pois bem mais inventivas e originais, diferentes de tudo o que já viram!Entrevistas que fugirão dos padroes comuns dos cliches jornalisticos...
Imaginam o que é terem ao alcance de um click entrevistas com as mais diversas personalidades? Entrevistas onde a pergunta será evitada e a resposta será a pergunta?
Entrevistas onde nós, as duas batatas que têm - desde Outubro - devaneado pela blogosfera, iremos penetrar no mais intimo do ser humano, vasculhando o mais infimo bichinho secretista da alma, como se procurassemos poças de petróleo.. (no Alentejo já ha disso, não deve ser assim tão complicado!)


Baaaaah a quem queremos enganar com tudo isto? Nascemos do acaso, velejamos ao acaso, e somos pais negligentes de um blog que tentamos manter vivo ligado apenas a uma máquina de criatividade...
Acompanhem esta batata solitária, lavem-na, descasquem-na, cortem-na como bem desejarem, cozam, assem, fritem, estufem, alourem... Porque o nunca antes visto (não) será visto aqui...!


Brevemente
Num Devaneio perto de si.





>> Diogo Hoffbauer e Mariana Silva

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Larga..!

Queria tanto saber porque olhas assim para mim, de alto abaixo, pousando os olhos nos seios, na barriga estéticamente aprazível, nas ancas firmes de uma anti-parideiras, nas coxas suaves de muitas horas de ginásio, e depois desces, suavemente, firme no olhar e gentil no toque, agarras-me e desprezas-me, fazes-me amar-te e largas-me na escuridão apaixonante. Quero-te, mas queria tanto saber, conhecer, tocar, sentir realmente esse lado de caçador furtivo que nunca desespera, seguro de que a presa acabará por se render.
Pois não me rendo, não cedo, ou pelo menos não pretendo render-me ou ceder, não quero, larga-me, larga esse olhar, pára, não suspendas no ar o desejo flutuante, não mais quero esta tensão entre nós, entre os dois corpos, larga-me.
Larga esse olhar, esse lábio que se morde sozinho, no compasso das gotas de suor imaculado, essas mãos que me agarram virtualmente, primeiro de rompante, agarrando-me no verdadeiro sentido da palavra, depois afrouxando o toque, suavemente, até me fazerem flutuar na tua posse; larga os musculos das pernas, os peitorais, o ritmo complacente do teu coraçao bailando no peito charmoso que me chama, clamando silenciosamente larga -te no mundo e perde-te para não mais voltares.
Larga tudo, larga-te tambem, que eu tratarei de me largar a mim, em caso de tu não cumprires com o que te peço. Larguemo-nos um do outro, e não mais um no outro.
Porque se a tua eternidade é mais efémera do que a própria concepção de tempo, então a minha efemeridade não será passada a teu lado. Larga-me.



>>> Mariana Silva

segunda-feira, 7 de janeiro de 2008

David contra Golias

Nada me põe mais feliz que ver um jogador do Benfica a apanhar pancada. Mas ver jogadores do Benfica, então isso é Jackpot!
A luta entre o Katsouranis e o Luisão no último jogo do Benfica terá acabado com muitos dilemas entre os homens de todo o país. Quantos de vocês não se sentiram presos, indecisos e confusos por dar um jogo de futebol ao mesmo tempo que, no outro canal, está a dar wrestling? Aposto que muitos. E esses muitos só não se manisfestarão aqui porque a maioria não deve saber ler.
Desta forma tão inovadora, podemos ter wrestling e futebol num só canal, ao mesmo tempo, e ainda temos o deleite de podermos ver dois benfiquistas a pegarem-se ao banano.
Aquela briga pôs-me certas questões. Primeiro, o Luisão é pouco modesto. Ao que parece, a troca de mimos começou quando Luisão levou cartão amarelo por fazer uma falta após perda de bola do Katsouranis. Como se diz: "quem nunca errou que atire a primeira pedra", e pela cara de Luisão ele bem tinha vontade de atirar uma pedra à cara do Katsouranis. Se o jogo fosse no estádio do Braga, com a pedreira ali ao pé, certamente que teria ido retirar um calhau relativamente grande e o teria arremessado ao nariz do grego. Além disso, Luisão já terá errado. Quanto mais não seja, assinou contracto com o Benfica. Se bem que ele não tem ar de saber ler nem escrever, por isso é de desconfiar que tenha assinado seja o que fôr.
Depois, os gregos modernos podem ter herdado muita coisa dos gregos antigos, mas não herdaram a inteligência por certo. Aristóteles deve estar neste momento a encolher-se de vergonha lá onde estiver, de vergonha do compatriota. É que Luisão tem 1,93 metros e Katsouranis terá pouco mais que 1,80. Seja porque razão for, o grego pensou que poderia empurrar aquela árvore e sair impune. E nem sequer lhe podia saltar aos cabelos, pelo simples facto de que Luisão tem a careca mais lustrada que as pratas da minha avó.
Eu falo por mim: se um fulano daquele tamanho se virasse para mim e dissesse: "Então perdes-me a m***a da bola ali, meu c****o do c*****o?! Levas uma p**a nesse focinho, que vais já perder bolas para o c* da tua mãe!", eu diria "Peço desculpa. Não volta a acontecer. Por favor, não me magoes..."
Chamem-lhe cobardia. Eu chamo-lhe instinto de sobrevivência.

Diogo Hoffbauer

domingo, 6 de janeiro de 2008

Desterro


Tenho sono.
O meu eterno bocejo,
o meu eterno cansaço efémero,
tudo isto é teu se o levares,
se o puseres no dorso de uma ave e o levares daqui...

Abandona o eu de mim,
desterra-me deste corpo...
Ah este luar inspira-me
E a luz do sol arde-me nos olhos da alma.

Tu não entendeste as palavras...
A ti eu não disse palavras algumas.

E a todos os teus eus eu rogo
que se calem,
que abandonem o eu de mim,
que nos fundamos num só
e voemos no dorso de uma ave e nos levemos daqui.

Porque tenho tanto sono...
e o corpo da alma dói enquanto durmo...
E somos dois, três, qualquer,
menos um...
Somos nada,
nem palavras vagas...
Sejamos palavras, conceitos!

Apaixonados
Amantes
Loucos
Amigos - nunca.

Porque este sono adormece a ave soturna, salvadora,
e o eu regressa ao eterno casulo de cansaço efémero,
e não consigo desterrar-me de ti.



>> Mariana Silva

sábado, 5 de janeiro de 2008

Resolução de Reis

Ano novo, vida nova, alegam milhões de pessoas fazendo grandes resoluções (impraticáveis ou impraticadas, a maioria, diga-se) que passam por ir ao ginásio, ajudar os pobres ou passar a dar banho ao cão.
Ora, eu não vou ao ginásio. Já nem a mim me engano, não tenho vida para isso. Não é vida, desculpem, é vontade. Escolhi mal a palavra. Os pobres eu já ajudo à minha maneira, uma moedinha aqui ou ali. Nunca uma muito grande. E a coisa mais parecida com um cão aqui em casa sou eu. Por isso, tenho que optar por resoluções que fujam a falta da originalidade dos paradigmas mentais e revolucionários das intenções vitais de um ser humano que quer ser fisicamente mais atraente, que quer ser mais solidário e que não quer pulgas em casa.
A minha resolução é escrever mais neste blog. É claro que já estamos quase nos Reis e eu ainda não tinha dado sinal de vida, mas mais vale uma resolução que é aplicada de forma tardia mas é aplicada até ao fim do ano, do que uma resolução que começa no ínicio do ano mas que por esta hora já foi abdicada ou esquecida. Porque, convenhamos, 90% das resoluções não chegam aos Reis. É assim a preguiça humana. Se o planeta tivesse braços, espreguiçava-se com toda a certeza.
Eu sei que sou preguiçoso. É uma das minhas maiores virtudes. É que o facto de ser preguiçoso livra-me de muitas responsabilidades. Ou pelo menos desculpa ou atenua o facto de eu não as cumprir.
Mas se há coisa que não sou é desnaturado. E este blog é um filho para mim. Bem, um filho bastardo. Mas é um filho. E a minha obrigação enquanto progenitor é sustentá-lo.
E a minha resolução é para ir além dos Reis. Depois de segunda-feira, não estou obrigado a nada. Se escrever, sintam-se felizes com a minha boa vontade.

Diogo Hoffbauer

domingo, 30 de dezembro de 2007

Um Novo Ano... Novo

Era noite de passagem de ano. O frio gelava os vidros da casa quente dos seus pais, e a lareira crepitava, brindando-lhe o olhar com o fogo que lhe faltava no coração. A mesa estava posta, recheada, à portuguesa, com os tradicionais doces espalhados, o champanhe gelado à espera de ser aberto. O bacalhau estava delicioso, a família estava unida pela segunda noite no ano. E o tempo aclamava por uma mudança definitiva, por um novo ano que trouxesse uma nova vida, por um tempo onde as diferenças apagassem as maldades das semelhanças, e onde as semelhanças trouxessem o alento que aniquilaria o azedume das diferenças.
Ela estava sentada, absorta, ausente, a ouvir tudo sem interpretar nada, a cabeça a rodopiar entre os doces, os frutos secos, as gargalhadas dos sobrinhos, o crepitar do fogo que aquecia a casa congelada nas janelas. Tudo aquilo em que acreditava estava longe, num sítio chamado distância, sem tempo ou espaço, sem crenças ou verdades. Só lhe restava esperança, as badaladas de um relógio interior, as doze passas de disciplina para agir e mudar a sua vida.
Cinco minutos para a meia noite. Todos se levantaram, o rebuliço para organizar mais uma viragem de ano, taças de champanhe a postos, as crianças com tachos e panelas prontas a fazerem o barulho infernal do costume, as tias, avós, primos a contarem e distribuirem as passas de mão em mão. A alegria, a família, o tempo, a mudança.
Tudo lhe parecia tão perfeito, tão seu, que por momentos perdeu a coragem de desejar mais do mundo.
Olhou com ternura o cão aninhado na lareira, imaginando os seus desejos, as suas resoluções de ano novo: que mais poderia ele querer se ela já lhe dava tudo o que podia? Pousou a taça, foi aninhar-se junto a ele, e podia jurar que nos seus olhos brilhantes de bicho que nada sabe do mundo, estava a certeza de toda aquela noite: 'Este será o teu ano'.
- Anda lá, faltam um minuto para a meia-noite, olha a tua taça!- berrou-lhe a mãe.
Levantou-se, foi para junto dos 'seus', e com o rebentar das horas, engoliu o mundo, embrulhado em passas e champanhe, engoliu a vida mergulhada nos olhos daquele animal que lhe ensinara com o olhar a sorver a vida num único trago.

Tudo aquilo em que acreditava, tudo aquilo que desejava.. Estava longe, não era seu, e ela tampouco sabia como conseguir que fosse seu, após tantas tentativas falhadas, tantas hesitações fora de tempo...
Naquela taça de champanhe estava a chave de ouro: tudo estava tão longe quanto o olhar do cão para os que não conseguiam compreendê-lo.

No fundo, era tudo uma questão de distâncias, de tempos, espaços... E de vida.


>Mariana Silva

quinta-feira, 20 de dezembro de 2007

É Natal... !

É quase Natal. O frio já enregela,congela, e é quase já o 'pão nosso de cada dia' eu receber mensagens como "saí agora à rua e congelei a retina" ou "vou parar de escrever mensagens, porque dói".
Por mais que nos agasalhemos, o frio é mais que muito, e o calor humano mais desejado do que nunca. A um dia da véspera de Natal, ou em bom português, da consoada, muitas são ainda as pessoas zombies que se passeiam pelos centros comerciais ou pelas apinhadas e encavalitadas ruas da baixa, em busca do presente perfeito para a pessoa adorada, ou do presente imperfeito para a odiada!
É estranho isto do Natal. Supostamente seria uma festa religiosa, mas está tão entranhada que, 2007 anos após o nascimento que estaríamos supostamente a festejar, já muito poucos o celebram, tendo antes adoptado a imagem de um velhinho vestido de vermelho que entrega presentes a quem se porta bem, viajando pelo mundo na noite da consoada! E todo o espírito de partilha e dádiva se transformou em puro consumismo, onde dar e receber é uma simples circunstância, e a frase 'O natal é quando um homem quiser' não faz sentido, simplesmente porque querer não tem qualquer força quando não há dinheiro para comprar eternos presentes...
Mas deixemo-nos de negativismo! Pensemos antes que em pleno século XXI o Natal é mais encarado como uma reunião de família do que como uma celebração religiosa. É a noite onde tudo acontece: pela festa, pela ansiedade e risos das crianças, pelos familiares que vemos vezes a menos, pelos doces da quadra, pelos programas televisivos e cambada de filmes que estreiam por estes dias, pela casa decorada e as luzes do pinheiro a brilharem-nos no olhar...
É a festa da família, das prendas por circunstância mas também das prendas que damos como significado das palavras 'pensei em ti'. Porque é, ou deveria ser, esse o espirito de Natal. Lembrarmo-nos dos que estão quase sempre longe e de quem gostamos tanto; lenbrarmo-nos dos que estão tão perto mas que nem tampouco conhecemos...
E por isso, por esse verdadeiro significado, o Natal deveria mesmo ser quando um homem quisesse...

Boas Festas!

> ao som de 'So this is Xmas - War is Over...'de John Lennon, um homem de convicções e de boas canções...
Para quebrar o gelo, acabar com 'as guerras' e acender as luzes do pinheirinho interior...

sábado, 15 de dezembro de 2007

Dependência Virtual




A ausência foi sentida? Não sei, mas eu senti falta de todos vocês, do teclado rude e das letras meias apagadas, do ecrã pálido a ganhar vida em forma de letras, das palavras a esvoaçarem rumo ao virtual mundo dos textos, a minha vida a ser a vida de todos vós e a vossa vida a ser um pedaço de mim...
No meu último devaneio falei-vos de um cantor que adoro, cujas músicas me envolvem numa doçura estonteante. Agora, falo-vos do pesadelo (!!!) que foi a minha última semana: sem internet.
Ahh pois é, esta nossa geração sem internet já não se aguenta! As linhas que separam real do virtual são tão ténues que sem elas não sabemos o que mais fazer. Dava eu por mim, dez e meia da noite, sentada na cama, a olhar as paredes, os livros (poucos, dada a finitude das aulas...) já separados para o dia seguinte, a toilette já escolhida (que tristeza..!), tudo arrumado, e restava-me a televisão, com os seus inúteis cinquenta canais, onde as galas de Natal da tvi me faziam ter pena de mim mesma.
Uma semana sem computador e, consequentemente, sem internet. Uma semana onde apenas me restou sentar-me no sofá, a explorar os canais, ou de telefone pendurado na orelha, a desabafar com primas, amigas, amigos, sobre a desgraça que então estava a viver! Um descalabro, um drama!
E acreditem que isto, vindo de quem só tem internet há meia dúzia de meses, é muito mau sinal... A dependência aguçada de quem encontra no ecrã espelhado o contacto com o mundo (e se lermos esta frase co espírito de quem nunca mexeu num computador, vamos considerar-nos, a nós próprios, a extrema ridicularidade da geração!), a tamanha felicidade e liberdade de nos sentarmos, envolvidos pelo calor do aquecedor - que o Natal já enregela...- e assolados por ideias de comentários a fazer nos respectivos Hi5, e-mails a responder, blogs para actualizar, pessoas com quem falar...
Porque em cada segundo tudo se transforma, e no mundo virtual a velocidade ganha outro significado. Eu estive uma semana fora e ontem aprendi que SECSY (sexy !!!) se escreve assim.
Esta nossa geração virtualóide, vai de mal a pior... Só nos resta ir com a maré, e mantermo-nos actualizados, para não fazermos má figura !


> Mariana Silva

quarta-feira, 12 de dezembro de 2007

Primeiro dia do resto da nossa vida

Dormitavas com a tranquilidade de um bébe despreocupado, de respirar livre e angelical.
Contemplei-te maravilhado, e não pude deixar de sentir orgulho pela tua beleza. Admirei o teu inspirar fresco e o teu expirar que, visto com os olhos de quem ama, parecia quase um beijo. Descortinei uma certa tremideira nas pálpebras quando a minha respiração de batia na cara. Os teus lábios pediam companhia, como a areia lisa de um praia inexplorada, que espera os passos de alguém que a deforme.
Beijei-te levemente a face e suspirei-te qualquer palavra amorosa, na sua amada circunstância. Disseste-me, com a tua doce voz musical, o que eu mais desejo ouvir.
Pedi-te que me desses a mão sem olhares em redor. Pedi-te que me levasses às estrelas do teu céu, ao mar da tua praia, ao luar da tua noite, ao centro do teu mundo.
Acedeste ao meu pedido, num abraço carinhoso e beijos apaixonados.
Partimos daqui ao céu. E não voltaremos.

Diogo Hoffbauer

terça-feira, 4 de dezembro de 2007

Devaneio Canadiano

Esta não é a primeira vez (nem será a última, perdoem-me os entediados pelo tema!) que falo de música aqui no 'devaneio'. Gostava então de partilhar convosco um gosto pessoal, uma paixoneta musical que me assola não ha muito tempo, mas com alguma intensidade!
Os que me conhecem saberão do que falo, e terão até estranhado que não tenha falado antes dela (dele?).
Apelidaram-no já de novo Frank Sinatra, sendo ele poeta de outras vozes, intérprete de músicas de báu. Charmoso, criador de música que renasce das cinzas a par com a sua voz doce e meiga, o canadiano é também ele compositor de grandes êxitos mundiais, "Let me go hooooome... I'm just too far from where you are, I wanna go home.." que terão passado tão despercebidos quanto o próprio, neste nosso Jardim-à-beira-mar-plantado...
Chega de mistérios, porque se que quero realmente promover o senhor mais me vale dizer de uma vez o nome dele! Falo, então, de Michael Bublé, nascido em Vancouver - Canadá, actualmente com 32 anos, comprometido (BOLAS!) e cujo último albúm, Call me Irresponsible, lançado em Maio passado, atingiu tops mundiais nos EUA, na Austrália, em países europeus como Itália e Alemanha e, claro está, na sua terra natal, Canadá.



Este intérprete conta já com três álbuns lançados, a par com um mini-álbum, se assim lhe podemos chamar, com clássicos de Natal. A música que o catapultou para a fama foi o single "Home",composto pelo próprio e que tocou nas rádios durante o ano de 2005, chegando mesmo a ser um dos temas principais da telenovela 'América' dos nossos companheiros brazucas. Este ano o tema que ecoa é "Everything", tema também composto pelo próprio para a actual namorada (BOLAS!)e que seduz muitas jovens ladies de coração palpitante..
O seu estilo Presley-Sinatra faz faísca nos palcos mundiais, a par com a sua humildade, o seu bom-humor e o talento de compositor-intérprete de boa música. Desde jovens adolescentes a avózinhas, avôzinhos!, Bublé cativa, Bublé fideliza, Bublé apaixona.
Confesso que muitos devaneios já ele me provocou (BOLAS!) e que nas suas músicas revivo clássicos esquecidos e até desconhecidos (já que eu não sou do tempo deles...!), revendo nas letras e melodias um romantismo energicamente doce... Desde os ritmos quentes de dança de salão, como sambas ("It Had Better be Tonight"), rumbas ("Tell me quando, quando, quando") e cha-cha-chas ("Sway" e "Save the Last dance for me"), passando por clássicos como "I've got you under my skin" ou "Fever" e "I'm your Man", Bublé é tanto amado como criticado, pois se para uns ele revive o passado, para outros ganha crédito com músicas dos "verdadeiros músicos".
A mim nada disso me interessa. Porque na voz de Bublé é tudo "sweetie pie", como ele próprio canta numa 'réplica', sigo de perto a carreira e ouço fervorosamente os albuns... Pena tenho que o mais próximo de Portugal por onde Bublé passou, na sua Tour Europeia deste Outono, tenha sido Paris..

A ver se converto mais uns quantos leitores do 'devaneio', para o senhor (senhor? tem 32 anos!) saber que há fãs aqui à sua espera, deixo-vos o 'hit' do momento "Everything" , uma minha recente descoberta de um dueto com o brasileito Ivan Lins, na música "Wonderful Tonight" e, o clássico "Let it Snow" - já que o Natal está aí á porta!
A ver se me sai um Bublé no sapatinho... :)


"So la la la la la la la ..."



> Mariana Silva